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Contador Grátis Miguel Souto: Novembro 2011

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Radialista, nascido em Aracaju-Se, estudante de administração, amante da astronomia - vê na Ciência/Cosmologia o meio para a resposta da maioria das grandes questões. Compositor que também desenha, e além disso, escreve roteiros e cria outras coisas. Ateu, empático, pacifista. Apaixonado por rock, música eletrônica e filmes, sobretudo de ficção. Autodidata, obsecado por conhecimento.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

VÊNUS - SONDAS VENERA

A Venera (em russo: Венера-9) foi uma série de sondas espaciais que foram desenvolvidas pelo programa espacial soviético, para a coleta de informações do planeta Vênus.

A Venera 1 e a Venera 2 perderam contato com a Terra antes de chegar a Vênus. A Venera 3 alcançou o planeta em 16 de fevereiro de 1965, mantendo contínuo contato radiofônico com a Terra, mas este contato foi perdido logo antes da entrada da sonda na atmosfera do planeta. A Venera 3 tornou-se o primeiro objeto humano a pousar em outro planeta - embora este pouso não tenha sido controlado.

A Venera 4 alcançou Vênus em 18 de outubro de 1967, tornando-se a primeira sonda a entrar na atmosfera e enviar dados à Terra. A Venera 4 também realizou a primeira comunicação radiofônica sonda-Terra. A Venera 5 alcançou Vênus em 16 de maio de 1969, e entrou na atmosfera de Vênus no mesmo dia, enviando dados à Terra antes de ser esmagada pela altíssima pressão atmosférica do planeta, na altitude de 26 quilômetros.

A Venera 7 foi a primeira sonda desenhada a resistir às extremas condições do planeta Vênus e a realizar um pouso controlado no planeta. Alcançou Vênus em 17 de agosto de 1970, e pousou no planeta no mesmo dia. Enviou informações à Terra por 26 minutos antes de ser decomposta pelo calor e pela pressão do planeta. O radar da Venera 7 dectetou ventos de mais de 100 quilômetros por hora. A Venera 8 pousou em Vênus em 22 de julho de 1972, sobrevivendo por 50 minutos.

A Venera 12 alcançou o planeta em 21 de dezembro de 1978, sobrevivendo por 110 minutos. Sua irmã, a Venera 11, pousaria no planeta 4 dias depois, sobrevivendo por 95 minutos, mas com seus sistemas de imagens (fotografia, radar) não operacionais.

A Venera 13 enviou à Terra as primeiras imagens coloridas da superfície de Vênus, em 1 de março de 1982, sobrevivendo por 127 minutos, à temperatura de 456 graus centígrados e à pressão de 89 atmosferas. As partes orbitais da Venera 15 e a Venera 16 realizaram missões de mapeamento da superfície do planeta em 10 e 14 de outubro de 1983.

Em 8 de junho de 1975 foi lançada a Venera 9, com um peso monstruoso de 5 toneladas, que lançou um módulo de pouso suave na superfície de Vênus, em 22 de outubro. A Venera 9 conseguiu a proeza de ser a primeira nave terrestre a pousar em outro planeta, enviando uma imagem preto a branca do local de pouso em Vênus. Ela conseguiu funcionam durante 1 hora no insuportável calor venusiano. Antes dela, as demais Venera enviavam dados da atmosfera durante a descida, mas paravam de funcionar antes de chegar ao solo. Até a Venera 7, as naves tentavam pousar no lado escuro de Vênus, por causa das temperaturas, que no lado iluminado de Vênus chegam quase a 500 graus. Mas, a partir da Venera 8, todas as naves tentaram pousar no lado iluminado.

No dia 20 de outubro de 1975 o módulo de descida da Venera pousou de forma suave em Vênus. Havia um sistema de refrigeração com líquido circulante, cujo objetivo era distribuir o calor uniformemente, o que permitiu uma transmissão de 53 minutos após o pouso.

Os dados da Venera 9 permitiram estabelecer o seguinte quadro da atmosfera venusiana, no local e data do pouso:
    1. existe uma camada de núvens com espessura de 30 a 40 km, a partir de uma altitude de 30 a 35 km;
    2. a atmosfera venusiana é composta, entre outos gases, por ácido clorídrico (HCl), ácido fluorídrico (HF), bromo (Br) e iodo (I)
    3. a pressão atmosférica na superfície é de cerca de 90 vezes a da Terra;
    4. a temperatura da superfície é de 485° C;
    5. os níveis de luminosidade equivalem aos da Terra num dia encoberto de verão;
    6. fotografias mostraram sombras, uma aparente falta de poeira no ar e diversas rochas não erodidas com dimensões entre 30 e 40 cm.
As sondas Venera transportavam um fotômetro ultravioleta, um foto-polarímetro, um espectrômetro infravermelho, um radiômetro infravermelho, um magnetômetro e um detector de partículas carregadas, além de um sistema de TV.


O Projeto Venera foi encerrado em 1983, com a sonda Venera 16.

Vênus é chamuscado por uma temperatura de cerca de 482° C (900° F) na superfície. Esta alta temperatura é devida especialmente por um fugidio efeito estufa, causado pela pesada atmosfera de dióxido de carbono. A luz solar passa através da atmosfera e aquece a superfície do planeta. O Calor seria radiado para fora, mas é aprisionado pela densa atmosfera e impedido de escapar para o espaço. Isto torna Vênus mais quente que Mercúrio.

Um dia Venusiano tem 243 dias Terrestres, e é mais longo que seu ano, de 225 dias. Estranhamente, Vênus gira do leste para o oeste.
Vênus devido a sua lenta rotação, não possui campo magnético.


Using cameras designed by A.S. Selivanov's team, Venera 9 sent image telemetry for 50 minutes.

CRÉDITOS DO ARTIGO: 
www.cosmonautica.somee.com
www.karl.benz.nom.br
www.ciencia-cultura.com
www.astro.if.ufrgs.br/
www.fisica.ufmg.br
mentallandscape.com/V_DigitalImages.htm
www.g-sat.net/

CRÉDITOS DAS IMAGENS: Programa espacial soviético - União Soviética (URSS)

domingo, 20 de novembro de 2011